domingo, 29 de setembro de 2013

Situação de Aprendizagem


A aprendizagem é um processo que se desenvolve com a maturidade natural do organismo humano, com o contato com a cultura produzida historicamente e por meio das relações sociais mediatizada pelo mundo (FREIRE, 2003).
Em nosso planeta encontramos diversos tipos de fontes de energia. Elas podem ser renováveis ou esgotáveis. Por exemplo, a energia solar e a eólica (obtida através dos ventos) fazem parte das fontes de energia inesgotáveis. Por outro lado, os combustíveis fósseis (derivados do petróleo e do carvão mineral) possuem uma quantidade limitada em nosso planeta, podendo acabar caso não haja um consumo racional.
Principais fontes de energia

Energia hidráulica – é a mais utilizada no Brasil em função da grande quantidade de rios em nosso país. A 
água possui um potencial energético e quando represada ele aumenta. Numa usina hidrelétrica existem turbinas que, na queda d`água, fazem funcionar um gerador elétrico, produzindo energia. Embora a implantação de uma usina provoque impactos ambientais, na fase de construção da represa, esta é uma fonte considerada limpa.
Energia fóssil – formada a milhões de anos a partir do acúmulo de materiais orgânicos no subsolo. A geração de energia a partir destas fontes costuma provocar poluição, e esta, contribui com o aumento do efeito estufa e aquecimento global. Isto ocorre principalmente nos casos dos derivados de petróleo (diesel e 
gasolina) e do carvão mineral. Já no caso do gás natural, o nível de poluentes é bem menor.
Energia solar – ainda pouco explorada no mundo, em função do custo elevado de implantação, é uma fonte limpa, ou seja, não gera poluição nem impactos ambientais. A radiação solar é captada e transformada para gerar calor ou 
eletricidade.
Energia de 
biomassa – é a energia gerada a partir da decomposição, em curto prazo, de materiais orgânicos (esterco, restos de alimentos, resíduos agrícolas). O gás metano produzido é usado para gerar energia.
Energia eólica – gerada a partir do vento. Grandes hélices são instaladas em áreas abertas, sendo que, os movimentos delas geram energia elétrica. È uma fonte limpa e inesgotável, porém, ainda pouco utilizada.
Energia nuclear – o urânio é um elemento químico que possui muita energia. Quando o núcleo é desintegrado, uma enorme quantidade de energia é liberada. As 
usinas nucleares aproveitam esta energia para gerar eletricidade. Embora não produza poluentes, a quantidade de lixo nuclear é um ponto negativo.Os acidentes em usinas nucleares, embora raros, representam um grande perigo.
Energia geotérmica – nas camadas profundas da crosta terrestre existe um alto nível de calor. Em algumas regiões, a temperatura pode superar 5.000°C. As usinas podem utilizar este calor para acionar turbinas elétricas e gerar energia. Ainda é pouco utilizada.
Energia gravitacional – gerada a partir do movimento das águas oceânicas nas marés. Possui um custo elevado de implantação e, por isso, é pouco utilizada. especialistas em energia afirmam que, no futuro, esta, será uma das principais fontes de energia do planeta. 
 Alguns dados importantes sobre fontes de energia: Cerca de 40% de CO(dióxido de carbono) produzido no mundo é resultante da geração de energia e calor. Isto ocorre, pois o carvão mineral ainda é a principal fonte utilizada. - Atualmente, a China é o país que mais lança CO na atmosfera. Isto ocorre, pois o carvão mineral é muito utilizado na geração de energia. Porém, o governo chinês vem desenvolvendo, nos últimos anos, uma política de geração de energia limpa. Este fato faz da China o país que mais produz eletricidade a partir de fontes de energia limpa.
ENERGIA E SUSTENTABILIDADE
Consumir energia de forma consciente é optar por fontes mais sustentáveis já existentes e demandar do mercado soluções de qualidade e em quantidade adequadas, além de utilizar o necessário para garantir bem-estar, sem desperdício. Mundialmente, a maior parte do uso da energia e das emissões de carbono provém de cidades que estão descobrindo modos mais eficientes de gestão, melhorando a qualidade de vida e impactando menos a saúde humana Atualmente, tem-se discutido muito sobre sustentabilidade e também a respeito das fontes de energia não renováveis e altamente poluentes utilizadas em todo o planeta diariamente como os derivados do petróleo e o carvão. Esses elementos, depois de utilizados, produzem uma série de resíduos como gases nocivos e produtos de difícil decomposição, que poluem o ar, o solo e a água. Além disso, o próprio processo de extração desses recursos não renováveis provoca impactos negativos à natureza.
O petróleo é um dos maiores causadores de danos ao ecossistema, fato que se deve à sua utilização em larga escala ao redor do mundo, sobretudo em países como os Estados Unidos e a China. Outro fator que aumenta o poder de poluição desse componente é que dele podem ser extraídos diversos derivados como a gasolina, o óleo diesel e a querosene de aviação. Todos esses produtos são utilizados em motores a combustão de carros, ônibus, caminhões e aviões, produzindo gases que contribuem para o aquecimento do planeta.
Além de altamente poluentes, as fontes de energia que provêm de combustíveis fósseis (petróleo e carvão) são finitas e se esgotarão com o passar do tempo. Esse fato tem impulsionado governos e instituições privadas de inúmeros países a encontrar e desenvolver fontes de energia renovável.
Um dos países que está mais adiantado na implementação de programas de energia sustentável é o Brasil que, há décadas, já investe na produção de energia por meio das hidrelétricas, um método que provoca menor impacto ambiental. Outro fator que colabora para a imagem do Brasil como uma nação consciente sobre a necessidade de adotar fontes de energia renovável é o avanço na construção de usinas eólicas, especialmente na região nordeste do país. Uma usina eólica é uma das melhores formas de gerar energia limpa e contribuir para a preservação do planeta.
Dicas para economizar energia
Dentro de casa
·                  Troque as lâmpadas incandescentes por fluorescentes. Estas duram mais e utilizam menor quantidade de energia;
·                  Não deixe a luz acesa em cômodos desnecessariamente;
·                  Pinte as paredes internas e os tetos da casa com cores claras. Elas refletem e espalham a luz para todo o ambiente;
·                  Aproveite ao máximo a luz do dia deixando cortinas e portas abertas. Em caso de mesas de trabalho e de leitura, coloque-as próximas às janelas;
·                  Deixe os globos e lustres transparentes sempre limpos para aproveitar ao máximo a potência das lâmpadas;
·                  No caso dos aparelhos de ar-condicionado, mantenha os filtros sempre bem higienizados;
·                  Use o termostato do ar-condicionado para regular a temperatura e evitar a sobrecarga do aparelho
·                  Máquina de lavar roupa e ferro de passar consomem bastante energia. Portanto, tente usá-los quando houver bastante roupa acumulada para realizar o trabalho de uma única vez;
·                  Em dias secos, ao invés de usar umidificadores eletrônicos, coloque um pano úmido pendurado no recinto e uma bacia com água;
·                  Evite deixar aparelhos eletrônicos em stand-by. Apesar de desligados, esse modo pode representar um gasto mensal de até 12%;
·                  Evite colocar o fogão e a geladeira próximos um do outro. Eles podem interferir no consumo de energia;
·                  Mantenha a borracha de vedação da geladeira sempre em bom estado;
·                  Regule a temperatura da geladeira no inverno, ajustando o termostato para evitar desperdício de consumo, e não forre as prateleiras para não exigir esforço redobrado do eletrodoméstico;
·                  Quando viajar, desligue a chave geral da casa para não gastar energia com coisas desnecessárias.
Fora de casa
·                  Experimente instalar um sistema solar de aquecimento de água para abastecer toda a casa.
·                  Utilize fotocélulas – aparelhos que detectam a presença de movimento – em ambientes externos para que as luzes acendam somente à noite.
No trabalho
·                  Dê preferência a aparelhos que consumam menor quantidade de energia, como notebooks, computadores, impressoras e copiadoras;
·                  No final do expediente, tire os aparelhos da tomada;
·                  Desligue o monitor do computador ou coloque a máquina em modo de economia de energia, quando não estiver no ambiente;
·                  Use papéis usados para rascunho;




 Por: Magali Dos Santos Alves


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Situação de Aprendizagem

Esta situação de Aprendizagem resulta de um processo de formação que propõe identificar os usos da eletricidade e da promoção de seu consumo de forma consciente.

Situação de Aprendizagem

7ª série / 8º ano: 4º bimestre
Ciência e Tecnologia: Energia no cotidiano e no sistema produtivo.
Subtema: Usos cotidianos da eletricidade no país e no mundo.
Conteúdo: Aparelhos elétricos (identificação); energia elétrica e consumo de energia.
Objetivo: Identificar os usos da eletricidade e promover o consumo consciente.
Competências e Habilidades: Identificar, reconhecer os usos que são feitos da energia elétrica no cotidiano e classificar as tecnologias que utilizam eletricidade em função de seus usos (Grupo II/H17); Identificar as etapas e as transformações de energia envolvidas na geração de energia elétrica em diferentes tipos de usinas (Grupo II/H20);
Estratégias: Sondagem; levantamento de objetos e coisas pertencentes ao cotidiano dos alunos; trabalho em grupo e discussão compartilhada.
Recursos: Cartolina, revistas (para recorte), cola, tesoura (sem ponta), sulfite, computador, impressora, internet, lápis, borracha e canetas coloridas.
Tempo previsto: 08 (oito) aulas.
Avaliação: Participação dos alunos nas atividades em grupo e nas discussões compartilhadas em classe; pesquisas em casa; apresentação dos trabalhos (seminário) em grupo.

Sondagem
            Primeiramente, o professor fará a sondagem com questionamentos dos conhecimentos prévios dos alunos, a fim de diagnosticar o nível em que os alunos apresentam para começar o tema proposto. O professor poderá retomar (se achar necessário) alguns conceitos do 6º ano / 2º bimestre em que o aluno já observou o uso de diversos materiais no cotidiano e no sistema produtivo e também as diferentes intensidades de iluminação solar como forma de energia.
            Algumas sugestões de questionamentos para iniciar o diálogo:
·               Quais atividades do seu dia a dia dependem da energia elétrica?
·               Quais aparelhos elétricos são usados para realizar essas atividades?
·               De onde vem a eletricidade?
Obs: Se houver disponibilidade e/ou o professor achar necessário poderá levar os alunos para a sala de informática para enriquecer a aprendizagem.
Problematização
            Neste momento, o professor deverá propor um desafio para que o aluno perceba a necessidade dos usos da eletricidade no dia a dia. (Grupo II / H 17).
·               Como seria um dia da sua vida sem a eletricidade?
·               Quais atividades você realizaria sem eletricidade?
            Individualmente os alunos escreveriam suas ações e expectativas em um pequeno texto como forma de desenvolver sua competência escritora.

Contextualização
            Baseado nas respostas obtidas individualmente na problematização, o professor organizará os alunos em grupos para que possam compartilhar suas opiniões sobre a problemática e mediar a discussão para que a utilização, importância e necessidade do uso da eletricidade seja compreendida por todos.

Busca de dados de forma diversificada
            Os alunos, ainda em grupos, farão uma pesquisa que deverá atender as seguintes orientações:
·               Pesquisar sobre todas as etapas da produção de energia elétrica até chegar às residências, especificamente, por meio da hidrelétrica. (Realizar a pesquisa em diversas fontes como internet, revistas, jornais ou livros didáticos. Lembrando-se da importância do registro das referências bibliográficas.) (Grupo I / H 20).

Aprendizagem significativa e evolução conceitual
            Após a apresentação das pesquisas realizadas pelos alunos, o professor retomaria a discussão e faria a conexão do conhecimento das etapas de produção de energia com a pergunta inicial da sondagem “De onde vem a eletricidade?” e que agora espera-se que as respostas sejam mais complexas e completas.

Sistematização do conhecimento / Aplicação do conhecimento em situações novas

            O professor fará a leitura compartilhada com os alunos do texto:
Reduzir o consumo de energia elétrica?

            A energia gasta por um chuveiro elétrico está relacionada com a potência do chuveiro e com o tempo que ele permanece ligado. Dessa forma, podemos reduzir o consumo de energia diminuindo o tempo gato no banho. Mas há muitas outras formas de reduzirmos o consumo de energia elétrica.
            Mas porque é tão importante reduzir o consumo de energia elétrica? Além da economia nas contas de luz, a redução no consumo traz benefícios ao ambiente. Isso ocorre porque a maior parte da energia elétrica que chega a nossas residências vem de hidrelétricas, que são construídas em rios de diversas localidades do Brasil, onde geralmente há muito impacto ambiental e social.
            Algumas medidas práticas e fáceis de redução de consumo de energia elétrica são: evitar banhos demorados, desligar o chuveiro enquanto estiver passando xampu ou se ensaboando, evitar acender a luz enquanto houver iluminação solar, evitar abri a geladeira várias vezes, apagar as luzes quando sair dos cômodos, trocar as lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescente, não deixar o computador ligado quando não estiver usando, desligar o ar condicionado quando sair do cômodo, ligar a máquina de lavar roupa somente quando ela estiver cheia, entre outros.
(MORETTI, Renata, Ciências nos dias de hoje, 9º ano, 1ª edição, São Paulo: Leya 2012, p.263).
           
            Como atividade final e conectar todas as informações obtidas durante o processo de aprendizagem com medidas e ações individualizadas e coletivas que direcionem o consumo consciente da energia elétrica, para ilustrar a ação, os alunos serão convidados a confeccionar um painel com fotos, imagens e dicas de como economizar energia elétrica em casa.

Sugestão de atividade em sala de informática:
http://www.aneel.gov.br/biblioteca/downloads/livros/Cartilha_uso_indevido_energia.pdf (Uso indevido da energia elétrica- livreto)
http://www.aneel.gov.br/biblioteca/downloads/livros/Cartilha_use_energia.pdf ( Use a  energia com inteligencia - livreto)
http://www.youtube.com/watch?v=OUDKFv7w6RY&feature=plcp (Caminhos da energia - vídeo 8`33seg.)
http://www.youtube.com/watch?v=6n4djep_WVM&feature=plcp (Us0o eficiente da energia elétrica - vídeo 4`41seg) 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Fenômenos acontecendo no Brasil

olá queridos professores, achei a reportagem interessante e despertará curiosidade nos alunos que certamente buscarão mais informações sobre o assunto. 
abraços, professora magali




CIÊNCIA/CLIMA - 
Artigo publicado em 03 de Julho de 2013 - Atualizado em 03 de Julho de 2013

Condições climáticas extremas fizeram 370 mil mortos na 1ª década do século 21, diz ONU


Imagem captada via satélite do furacão Sandy, que atingiu o Caribe e a costa leste dos EStados Unidos em agosto de 2012.
AFP PHOTO / NASA GOES PROJECT/
03/07/2013 - CIÊNCIA/CLIMA
A primeira década do século 21 foi marcada por uma aceleração do aquecimento global e a multiplicação de condições climáticas extremas que fizeram um total de 370 mil mortos, segundo um relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM). A agência da ONU indica que o número de vítimas dessas ondas de calor (em 2003 na Europa e em 2010 na Rússia), furacões (Katrina nos Estados Unidos em 2005) e ciclones (Nargis na Birmânia em 2008) aumentou 20% em relação à década precedente (1991-2000).

 

Tornado causou destruição em Taquarituba, diz meteorologia

Nuvem funil tocou o solo no domingo (22),

Os ventos fortes derrubaram a cobertura de um posto de combustíveis, arrancaram árvores e causaram vários acidentes de trânsito. O terminal rodoviário da cidade ficou totalmente destruído. Até os silos de armazenagem de grãos foram danificados. Parte da cidade ficou sem energia elétrica e, na zona industrial, houve vazamento de combustível.

Segundo a meteorologista, o rastro de destruição também confirma a ocorrência do fenômeno. “Como não há nenhuma estação meteorológica na região, não é possível aferir qual foi a velocidade dos ventos, temos que trabalhar com estimativas. O que sabemos é que foi um fato isolado, porque nenhuma outra cidade da região foi tão afetada”, diz.
indícios vistos tanto pelo mapa meteorológico quanto pelas fotos e vídeos divulgados na mídia apontam para a ocorrência de tornado na cidade. No entanto, o fenômeno ainda preciso ser avaliado por ser muito raro”, explica Fábio Rocha, meteorologista do Instituto Nacional de Pesquisas (Inpe).

Classificação de um tornado
Segundo Fábio, a ocorrência do fenômeno depende de vários fatores. "A formação do tornado depende de uma condição atmosférica intensa e de nuvens de tempestade. Existe uma escala que vai de 1 a 5, sendo 5 o extremo, com a velocidade de 400 km/h, que pode até passar disso. Os registros que temos no Brasil são de tornados de categoria 1, ou seja, não tão intensos. Apesar dos registros, é difícil fazer uma previsão de velocidade pelo fenômeno ser muito rápido e difícil de avaliar, explica Fábio.
Segundo a meteorologista Zildene Pedrosa, do Ipmet, São Paulo recebeu uma frente fria vinda do sul do país, que, em contato com a onda de calor que estava sobre o Estado, provocou muita chuva no sul e sudoeste, atingindo a região de Itapeva, Itapetininga e Taquarituba.
A previsão do tempo para o domingo (22) informava sobre a chegada desta frente fria à região, mas o tornado não era esperado. “Aqui no Brasil não temos aparelhagem para prever esse fenômeno. Se nos EUA, onde isso ocorre com frequência, já há uma certa dificuldade para anteceder a ocorrência de tornados, no Brasil, então, é praticamente impossível”, diz a meteorologista da Somar.
·                                  
Vendaval deixou rastro de destruição em Taquarituba (Foto: Marciele Rodrigues/Arquivo pessoal)

Reportagem  do G1 internet

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Olá queridos professores de ciências segue a baixo um texto pertinente à formação construtiva do aluno em ciências da natureza, abraços Magali dos Santos Alves



TEXTO DE CATARINA FRAGA


Albert Eckhout: reflexões do contexto
histórico na perspectiva da Ciência
Catarina Fernandes de Oliveira Fraga
Mestre em Educação, Leciona Didática, Metodologia e Prática de
Ensino de Ciências na UFRPE.

Albert Eckhout, desembarcou no Nordeste em 1637 e permaneceu no
Brasil até 1644. Pintor e naturalista holandês, convidado pelo Príncipe
João Maurício de Nassau, retratou os tipos étnicos, a fauna e a flora.
Desse modo registrava com detalhamento o desconhecido do Novo
Mundo para o Velho Mundo.
Na perspectiva da Ciência faz-se necessário refletir como se apresentava
a natureza do conhecimento científico no século XVII. Perceber tais
relações é relevante pois as concepções sobre a natureza do
conhecimento científico envolvem noções quanto ao modo como se
alcança o conhecimento em qualquer campo do saber.
Os naturalistas se dedicam a estudar duas ordens de fenômenos, os
físicos e os químicos, constituindo ao que chamamos hoje de Ciências
físicas e biológicas. Os primeiros biólogos foram os médicos: os présocráticos
(Empédocles ou Anaxágoras) e os pós-socráticos (Aristóteles).
Buscavam todos eles a fonte ou a origem da vida. Aristóteles interessouse
pelo fenômeno da reprodução. Do século XVII até a primeira metade
do século XX, predominou na biologia a investigação fisiológica.
Historicamente, as principais concepções de Ciência são três:
racionalista, cujo modelo de objetividade é a matemática; o empirista, que
toma o modelo de objetividade da medicina grega e da história natural do
século XVII; e o construtivista cujo modelo de objetividade advém da idéia
de razão como conhecimento aproximativo. (Chauí, 1994)
A concepção racionalista, predominou desde os gregos até o final do
século XVII (a ciência é capaz de provar tudo e tomada como verdade). A
concepção empirista, ganha espaço desde a medicina grega e Aristóteles
ao término do século XIX (com os mesmos pressupostos, focava métodos
experimentais rigorosos). Enquanto a concepção racionalista era
hipotético-dedutiva a empirista era hipotético-indutiva. Enquanto a
primeira definia o objeto e suas leis e dessa deduzia propriedades, a
segunda apresentava suposições sobre o objeto, realizava observações e
experimentos e chegava a definição dos fatos.
Na concepção construtivista, “iniciada em nosso século” o conhecimento
não se encontra nem em nós, nem fora de nós, mas é construído,
progressivamente, pelas interações que estabelecemos. As teorias
(nossos conhecimentos, memórias e crenças) precedem observações
influenciando-as. Nesta perspectiva, a ciência é vista como um processo
dinâmico e sujeito a mudanças”. (Borges, 1996:17)
Hoje, por maiores que sejam as divergências, a maioria dos filósofos das
ciências, apresentam uma visão construtivista.
Conforme a história da filosofia da Ciência (Losse, 1979), o século em que
viveu Albert Eckhout, é marcado pelo ataque à visão Aristotélica. Destacase
Francis Bacon (1561-1626), Galileu Galilei (1564-1642) e René
Descartes (1596-1650).
Na tentativa de perceber a perspectiva do naturalista holandês daquele
período, através dos historiadores da biologia, observa-se que com
dedicação a descoberta dos precursores da ciência da ecologia,
consideram que a medicina, a botânica medicinal, a “história natural” se
situam no campo coberto por um pensamento aristotélico cristalizado,
cujo finalismo e providencialismo não favorecem o questionamento das
relações entre os seres vivos e entre os seres vivos e meios
externos.
Tais reflexos incidem neste período e em seguida (Lineé, século XVIII) o
pensamento lineano funcionou como ideologia de legitimação da ação
destrutiva dos homens e como revelador da fragilidade dos equilíbrios
naturais. Ideologia de legitimação, quando Lineé postula que: “(...) no
governo da natureza, o homem é o mais alto servidor (...)” e que assim
“(...) a natureza inteira tende a prover a felicidade do homem, cuja
autoridade se estende por toda a terra e que pode se apropriar de todo o
seu produto”. Citava C. Lineé em L’ equilibre de la nature (apud Pascal,
1990:7).
Conforme Pascal, a história da ecologia simplesmente não é conhecida.
Sendo o seu trabalho o primeiro no gênero “(não se trata da história de
uma subdisciplina da ecologia, nem da história de um único conceito
”central” desse ramo da biologia, nem da apresentação de seu
desenvolvimento numa dada área cultural, mas de uma história da
ecologia no sentido amplo do termo)”.
O século XVII, ainda influenciado pelos conceitos anteriores, na visão
eckhoutiana, ao retratar índios, negros, mestiços, mamelucos, fauna e
flora são apresentados pousando na terra e relacionados com os fatores
bióticos a abióticos.
Trata-se bem mais do que mero registro “Eles são retratados pousando
na terra para fazer ver aos sujeitos de outras terras, de usos e costumes
diversos justamente a relatividade de seus modus vivendi (grifo meu)”.
Oliveira (ANPAP, 2001:32)
Como se pode observar o conhecimento e suas manifestações é
apresentado e construído num desenvolvimento intercalado por crises,
rupturas e reestruturações, num processo permanente de mudanças.
Desse modo, os atores históricos crescem e as ciências se desenvolvem.
Portanto, compete a cada ator nesta breve reflexão, encontrar a própria
resposta e novos questionamentos sobre a obra do pintor e naturalista
Albert Eckhout.

Bibliografia

ACOT, Pascal. História da ecologia; Trad. Carlota Gomes. Rio de Janeiro:
Campus, 1990.
BORGES, Regina M. Rabello. Em debate: cientificidade e educação em
ciências. Porto Alegre: SE/CECIRS, 1996.
CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Editora Ática, 1994.
LOSSE, John. Introdução histórica à filosofia da ciência; Trad. Borisas
Cimbleris – Belo Horizonte: Ed. Itatiaia; São Paulo: Ed. da Universidade
de São Paulo, 1979.
OLIVEIRA, Ana Cláudia Mei Alves de. Associação Nacional de Pesquisadores
em Artes Plásticas – ANPAP – Comunicações: Centro de Artes e Comunicação.
Dpto. de teoria da arte e expressão artística: UFPE – Recife, 2001.
Olá queridos Professores de Ciências!
Segue abaixo um texto muito legal que pode ser trabalhado em nossas aulas de Ciências para desenvolver as competências leitora e escritora de nossos alunos.
O texto é curto, objetivo e de fácil linguagem. No final, há um questionamento que pode ser trabalhado tanto de forma escrita, como oral.

As penas do pinguim-imperador

O PINGUIM-IMPERADOR pode nadar e saltar numa plataforma de gelo numa velocidade impressionante. Como?

Analise o seguinte: O pinguim-imperador captura o ar em suas penas. Isso não só o protege contra o frio, mas também faz com que ele nade duas ou três vezes mais rápido do que se não tivesse esse tipo de penas. Como isso é possível? Biólogos marinhos acreditam que isso acontece porque a ave libera minúsculas bolhas de ar retidas entre as penas. À medida que essas bolhas são liberadas, reduzem o atrito da plumagem do pinguim com a água, aumentando a velocidade dele.

Engenheiros têm estudado formas de fazer navios mais rápidos por usar bolhas de ar para reduzir o atrito do casco com a água. Mas os cientistas reconhecem que é desafiador pesquisar isso mais a fundo porque “é difícil reproduzir a complexidade da plumagem do pinguim numa membrana ou malha artificial porosa”.


O que você acha? Será que as penas do pinguim-imperador são resultado da evolução? Ou tiveram um projeto?


Esse texto foi extraído da série "Teve um projeto?" da revista Despertai! de setembro/13, publicada pelas Testemunhas de Jeová.
Todo mês a revista Despertai! publica essa série, trazendo diversos artigos científicos com um questionamento. Basta acessar o site www.jw.org/pt, em seguida, clicar em "Publicações", "Revistas" e visualizar todas as Despertai! já publicadas desde 2010. Lá se encontrará a série "Teve um projeto?". Dica: pode-se fazer o download, tanto da revista, como de seu áudio, GRATUITAMENTE e em vários idiomas!

São ótimos artigos para trabalhar com nossos alunos nas aulas de Ciências! Fica aí minha sugestão!

Um grande abraço para todos, e boa continuidade de seus trabalhos!
Prof. J. Inacio dos Santos Neto. 

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A leitura tem sido muito importante para mim!

Eu me lembro perfeitamente que na 2ª série (atual 3º ano) minha professora Marli deu um livro muito legal para que nós lêssemos e depois fizéssemos uma reescrita do mesmo. Não me lembro do título, mas lembro que contava a história de um robô que tinha um parafuso a menos... Me apaixonei tanto por aquele livro, que o li inúmeras vezes a ponto de memorizar a história inteira e contá-la a todos os meus familiares. Desde então, a leitura têm sido constante na minha vida! Passei a ler de tudo um pouco, até filmes legendados passaram a ser minha preferência, só para ter que ler as legendas...
 
Já na faculdade tive um contato ainda maior com a leitura e a escrita. Até hoje guardo com muito carinho aqueles clássicos da Biologia, caríssimos, que eu mesmo comprei, só para poder lê-los de vez em quando! Lembro-me daqueles capítulos enormes que tínhamos que ler para as aulas. Mas isso não era chato para mim.. Muito pelo contrário, eu gostava tanto de ler, estudar e escrever, que fazia resumos enormes de toda a matéria que lia.
 
Além disso, gosto de ler sobre qualquer tipo de assunto. Tenho prazer em aprender cada vez mais e enriquecer minha bagagem cultural. Sempre busco ler revistas e artigos de jornais que complementam minha formação, tanto na área das Ciências, como na área da Educação.
 
Hoje em dia, tento transmitir esse amor pela leitura e pela escrita aos meus alunos. Tento sempre trazer textos complementares, artigos de jornais/revistas; propagandas, histórias em quadrinhos, etc que se referem ao assunto que estamos estudando. Tenho tido bons resultados! Os textos dos livros didáticos são importantes, mas não são suficientes. Os alunos têm que perceber que TUDO ao redor deles terá que ser lido, de uma forma ou de outra!
 
Um grande abraço para vocês.

Prof. J. Inacio dos Santos Neto

terça-feira, 17 de setembro de 2013

LER PARA VIVER

Eu me recordo com muito carinho da minha primeira professora ( 1ª série ) Dona Odete assim era como todos a chamavam . o método que aprendi a ler e escrever foi o tradicional com  a famosa   "Cartilha Caminho Suave ",nessa época o hábito de leitura não era estimulado nem pela minha família e muito menos pela professora na escola.Por isso, tive muita dificuldade na leitura e na  escrita , não gostava  de ler e muito menos escrever , minhas "redações no aspecto geral eram pobres  .
Apesar das dificuldades minha família sempre valorizou a educação e convenceu eu e outros irmãos   a cursar o   Magistério e através desse  curso desenvolvi  um pouco  da leitura e escrita  porém,  só na faculdade que percebi o quanto não sabia  ler , escrever e interpretar . Hoje sei o quanto é importante a leitura e escrita para  a criança  e quanto mais cedo iniciar, melhor será para a contribuição da formação de um cidadão crítico e atuante  no contexto social.
Atualmente o que mais gosto de fazer é ler , meus textos prediletos são ficção científica e dentro do possível incentivo o hábito de leitura aos meus alunos as vezes faço indicações bibliográficas , mais a maioria das vezes eles escolhem as leituras e fazemos um breve texto do que eles mais gostaram do livro, pois acredito na frase do autor Contardo Calligaris "A literatura é um meio de aprender a sonhar a própria liberdade".Meu maior sonho enquanto educadora é levar meu aluno a sonhar por um Universo melhor.


MAGALI DOS SANTOS ALVES 

Minha experiência leitora e escritora

Assim como Gabriel, o Pensador, também apresento dificuldades em iniciar uma redação. 
Lendo e ouvindo os depoimentos me identifico com muitos dos sentimentos de seus autores, principalmente com da Sra. Clair Feliz Regina - não há idade para aprender, para mudar o olhar para as pessoas e o Mundo; penso que assim que devemos conduzir o nosso trabalho.
Jamais me esqueci de minha primeira professora, Tia Dalva, no curso pré-primário, onde com muito carinho e atenção iniciei minha alfabetização. Aprendi a ler com a Cartilha "Caminho Suave", assim como as colegas Magali dos Santos Alves e Aline Dias de Almeida, e com muito prazer decorava todos os textos.
O meu primeiro livro novo que ganhei foi de uma amiguinha, foi muito significativo para mim, o "Fantasminha Puff". Naquela época líamos os livros que tínhamos em casa, sempre usados, e não tínhamos o hábito da leitura. Hoje leio os mais variados gêneros e "viajo"em suas histórias, aprendo muito nos diferentes mundos, e muda o meu olhar para com o próximo e o Universo.
"Com o texto é a mesma coisa: aquilo toca na sua essência, detona tantas idéias e fantasias que se torna parte de sua vida ".
"... porque me dava a possibilidades de ir a outros países, conhecer outras civilizações,  outras pessoas, ver como elas viviam, o que pensavam, descobriram e escreviam. "  Newton Mesquita
Meire K. U. K.

Minhas viagens durante a leitura

Quanto à minha experiência leitora e escritora, desde pequena fui estimulada à prática da leitura, minha mãe sempre gostou muito de ler e comprava livros infantis cheios de figuras coloridas que me faziam viajar naquela história.
Ao realizar a leitura à respeito da opinião de algumas personalidades sobre a competência leitora e escritora, concordei com muitas situações quando falam que a leitura nos propicia sensação de liberdade, pois através dela, podemos viajar e conhecer novos mundos. 
Ao assistir o vídeo da entrevista do Gabriel o Pensador, pude fazer uma retrospectiva a  meu respeito, pois sempre tive dificuldade em realizar as produções de texto que na época eram chamadas de redação, nos famosos temas livres, demorava muito para achar um tema e desenvolver sobre o assunto, hoje em dia melhorei muito com relação à prática escritora.
Voltando a falar da leitura, me lembro da minha adolescência, onde fazia viagens com a família e por não ter companhia de pessoas da minha idade, mergulhava na leitura e me desligava do mundo exterior. Gostava ler romances, cheios de tramas envolventes. 
Hoje incentivo muito meu filho na prática leitora, compro livros infantis, incentivo o uso da biblioteca da escola, espero um dia poder vê-lo interessado pela leitura como eu.

Samanta Higino